Acho que não é só uma moda, é algo que já vem de trás mas que agora está mais visível no dia a dia. Eu, por exemplo, noto isso muito em bairros como Amadora, Chelas ou até em algumas zonas de Lisboa onde a música afro, kizomba e afrobeat fazem parte da rotina — não é “evento especial”, é simplesmente o som ambiente. Também há muitos negócios pequenos, desde cabeleireiros a espaços de comida, que trouxeram uma energia nova e mais diversa à cidade. E o interessante é que isso também influencia portugueses que não têm ligação direta com África, mas acabam por consumir, dançar e integrar isso naturalmente.
Encontrei até um site que fala bastante sobre estas dinâmicas culturais e comunidade afro em Portugal, com histórias e iniciativas interessantes:
https://afrolispt.com/ — vale a pena dar uma vista de olhos porque ajuda a perceber melhor como esta presença está organizada e como evolui.
No fundo, acho que é uma mistura de integração + identidade a ganhar espaço. Não é algo “separado”, está mesmo a misturar-se com a cultura portuguesa, às vezes de forma quase invisível no dia a dia, mas constante.